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Atos dos Apóstolos 9.5 : " E ele disse: Quem é o Senhor? E disse o Senhor: Eu Sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitar contra os aguilhões".

Não venho tomar este texto para falar sobre a perseguição da Igreja e as intervenções de Deus defendendo seu povo e abrindo caminhos para a evangelização dos povos não alcançados. Quero dissertar sobre experiências pessoais, fatos que ocorrem em minha vida, demonstrando que é impossivel lutarmos contra a vontade do Senhor quanto ao chamado ministerial relativo a missões e evangelização. Não que eu seja louco, em tentar ir contra Deus, mas em algumas vezes em minha vida já me deparei  em situações onde, mesmo que não intencionalmente, estava envolvido em laços ocultos que de certo modo poderiam comprometer a conclusão do chamado do Senhor. Desde adolescente, sempre fui envolvido com missões, direta e indiretamente, fosse em evangelismo pessoal, em massa, através de locução/ministração em programas de rádio em minha cidade, pregações ao ar livre, mensagens evangelisticas pelo mundo virtual, agencias de missões, etc. No entanto, durante a caminhada, algumas situações colocaram tudo isso em jogo. Por vezes já me encontrei, de repente, caído, prostrado, lamentando tentar vencer algo e nunca conseguir em minha vida pessoal. Nesses ultimos dias, parecia que o caminho de volta ao poço do fracasso espiritual já estava sendo refeito...no entanto, o Senhor interviu de um modo sobrenatural, me dando um livramento tremendo em determinada situação que estava para ocorrer em minha vida. Fico feliz, e, além disso, o temor ao Altíssimo Deus aumenta ao passo que O reconheço em meus caminhos, traçando minuciosamente minha vida, lapidando meu caráter, transformando minha mente e renovando minhas forças para seguir firme com a bandeira da evangelização erguida. por vezes falta nos espaço nos templos, mas sempre haverá um templo vivo aguardando ser habitado por Deus, sendo que, para isso, precisamos evangelizar, seja em palavras, solidariedade e mesmo testemunhos e contribuições. Não lutarei mais contra o que é mais forte, mas aceitarei a cada dia cumprir o Ide do Senhor, bem como buscarei dEle a Sua vontade em minha vida a todo tempo.  Pode não parecer verdade, mas saiba que quem tem um chamado real envolvendo missões tem renuncias a fazer. Deus está de olho em você, missionário (a), evangelista...Ele nunca desistirá do projeto traçado para você ser um atalaia dEle nesta terra. Temos livre arbítrio, mas em alguns momentos a Soberania de Deus pode nos causar surpresas, que inclusive podem mudar o rumo de vidas ao redor devido a sua relutância. Foi assim com Jonas quando o mesmo recusava-se pregar em Nínive. Ouve tormenta no mar, e por pouco os navegantes da embarcação na qual Jonas estava não pagam pela desobediência e letargia do profeta. Que possamos atender prontamente o chamado, com amor, dedicação e submissão ao Senhor, afim de que vidas sejam alcançadas pelo Evangelho e afim de que ninguém seja "tocado" em virtude de nossa rebeldia em não cumpri o chamado missionário.

Em Cristo, 

irmão Wallas.

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Então, se recebemos o Natal pela Igreja Católica Romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual é a origem verdadeira?
         O Natal é a principal tradição do sistema corrupto denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode! É verdade, suas raízes datam de épocas imediatamente posterior ao dilúvio!
         Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em Hebraico, deriva de "Marad" que significa "ele se rebelou, rebelde".
         Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje. Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina malígna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
         Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore "sempre viva" e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, esta é a verdadeira origem da "Árvore de Natal"!
         Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na "Rainha do Céu"dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no "Divino Filho do Céu". Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol. Nesse falso sistema babilônico, "a mãe e a criança" ou a "Virgem e o menino"(isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da "virgem e o menino" espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo, em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo!
         Portanto durante os séculos quarto e quinto, quando centenas de milhares de pagãos do mundo romano adotavam o novo "cristianismo popular" levando consigo as antigas crenças e costumes pagãos, cobrindo-os sobre nomes cristãos, popularizou-se também a idéia da "virgem e o menino" (Maria após o nascimento de Jesus, manteve relações íntimas com seu marido segundo as escrituras - Mateus 1:24-25 -
"E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS."  Mateus 1:24-25
        Dizer que ela permaneceu virgem é um reflexo claro desta doutrina satãnica pagã) especialmente durante a época do Natal. Os postais de Natal, as decorações e representações, do presépio, as músicas da noite de Natal, como seu tema "Noite Feliz", repetem ano após ano esse tema popular da "virgem e o menino".
         Nós que nascemos num mundo cheio de costumes babilônicos, criados e mergulhados nessas coisas toda nossa vida, fomos ensinados a reverenciar essas coisas como sendo santas e sagradas. nunca investigamos para ver de onde vieram - se vieram da Bíblia, ou da idolatria gentílica.
         Causa-nos um choque conhecer a verdade - alguns infelizmente ficam ofendidos diante da pura verdade, porém Deus ordena aos seus fiéis ministros em Isaías 58:1
"Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão". Isaías 58:1
        A verdadeira origem do Natal encontra-se na antiga Babilônia. Está ligado à apostasia organizada que mantém preso um mundo enganado por todos esses séculos. É hora de sair da apostasia e sair de tamanho engano e astuta cilada de satanás. O Natal (25 de dezembro) é uma mentira - João 8:13-16 -
"Disseram-lhe, pois, os fariseus: Tu dás testemunho de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro. Respondeu-lhes Jesus: Ainda que eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro; porque sei donde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo. E, mesmo que eu julgue, o meu juízo é verdadeiro; porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou."  João 8:13-16
" Falando ele estas coisas, muitos creram nele. Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."  João 8:30-32
"Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. Vós fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Respondeu-lhes Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, porque eu saí e vim de Deus; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas porque eu digo a verdade, não me credes. Quem dentre vós me convence de pecado? Se digo a verdade, por que não me credes?
Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus."   João 8:40-47

        No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípicio da "Rainha do Céu") nascera em 25 de dezembro. O mundo pagão celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo conhecido de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. O próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época, na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (ICo. 11:24-26; Jo. 13:14-17). Portanto os antigos"Mistérios Caldeus" idólatras iniciados pela esposa de Ninrode, tem sido transmitido de geração em geração pelas religiões pagãs e continua sob novos nomes de aparência Cristã.

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Estados que fazem parte da Janela Brasileira de forma total ou parcial com sua população e a respectiva porcentagem de Evangélicos. Dados de 2010:
Pará:7.588.078 habitantes=20,04% Maranhão:6.569.683 habitantes=11,91% Tocantins:1.383.453  habitantes=16,09%  Piauí: 3.119.015 habitantes=7,39%Bahía:14.021.432 habitantes=13,48%  Minas Gerais:19.595.309 habitantes=16,82% Sergipe:2.068.031 habitantes=7,41%  Alagoas:3.120.922 habitantes=11,73% Pernambuco:8.796.032 habitantes=15,94%  Paraíba:3.766.834 habitantes=10,06% Rio Gde. do Norte:3.168.133 habitantes=10,53% Ceará:8.448.055 habitantes=9,01%Goiás:6.004.045 habitantes=20,61%  Distrito Federal:2.562.963 habitantes=19,98%.
Total: 13 Estados e o Distrito Federal.
Esta região que chamamos de "Janela Brasileira", é uma extensão dentro do Brasil , que engloba estados do Norte(Tocantins e parte do Pará), Centro Oeste(Goiás e Distrito Federal), Sudeste(Norte de Minas Gerais) e Nordeste do País.
Região composta de aproximadamente 1.800.000 km² e algo próximo de 70.000.000 de habitantes.
VITÓRIA! Nossos Missionários estão comemorando o fato que no último censo os Evangélicos nos estados do Alagoas e Piauí era inferior a 5%. Agora depois de anos de esforços Missionários, encontramos Piauí com 7,39% e Alagoas com11,73%. É UMA GRANDE VITÓRIA, MAS TEMOS QUE CONTINUAR TRABALHANDO DURO.
Embora exista nesta região, cidades prósperas, a população sofre devido a falta de distribuição de renda. No geral a terra é árida e seca e a falta de saneamento básico agrava muito a situação de saúde da população, desprovida de cuidados médicos, apresentando alto índice de mortalidade infantil.
O Distrito Federal é o centro do poder de nossa nação e merece uma atenção especial em orações.

fonte: Missão Terra


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BATALHA ESPIRITUAL
ESTUDO 1 – APOLOGÉTICA CRISTÃ
TEMA: ASTROLOGIA


BATALHA ESPIRITUAL

ESTUDO 1 – APOLOGÉTICA CRISTÃ
TEMA: ASTROLOGIA

O brasileiro tem como uma de suas opções de entretenimento os programas televisivos. Além disso, somos sabedores que boa parte de cristãos tem uma fé mística, onde ora se acredita em Jesus, ora em doutrinas demoníacas, principalmente se estas, “aparentemente” puderem dar uma noção do futuro, antevendo acontecimentos. Juntam – se os dois argumentos citados para darmos início à temática apologética que se desenvolverá a seguir.
                A Rede Globo de televisão resolveu fazer uma nova versão de uma novela exibida em 1978, cujo nome é O Astro. Além das cenas já rotineiras de sexo, individualismo, corrupção e ganância financeira, avareza e muita violência, existe certo incentivo e ensino muito evidente sobre astrologia, onde o protagonista se apresenta como um certo tipo de professor, que além de realizar truques, prevê por seus métodos de adivinhação alguns acontecimentos na vida dos personagens da trama e dá conselhos a várias pessoas quanto a vida de cada uma.
                Na trama, o protagonista prevê, tem premonições, faz telepatia, se comunica com espíritos e realiza a prática de magia para obter êxito em seus interesses pessoais. No entanto, não é somente a Rede Globo que tem dado ênfase a astrologia. No dia 07/08/2011, o SBT, no programa da Eliana, exibido nas tardes de domingo, exibiu um quadro, que tinha por título “Saiba por que o nosso astro é melhor do que o deles”. Neste quadro, um ilusionista realizava truques, levando a plateia ao êxtase com suas práticas ocultas. No entanto, este ilusionista revelou a todo o Brasil algo que é evidente mas nem todos observam: o ilusionista confessou que, na verdade, existe em seu show, a presença e participação direta de espíritos e que o próprio “recebe” ou melhor, é literalmente possuído por espíritos durante suas apresentações e que estes espíritos é que são responsáveis pelos truques e ilusionismo mais impressionantes durante as apresentações.
                Muitos cristãos gostam dessas práticas, e, muitas vezes, até contaminam sua fé pondo sua confiança na astrologia, em amuletos espirituais, necromancia, leitura de runas e horóscopo. Quem nunca viu em um jornal páginas contendo previsões astrológicas, horóscopos e cor do dia, número da sorte, anjo/santo do dia? Pessoas ricas, influentes na sociedade, buscam conselhos nos cartomantes, astrólogos, videntes, em busca de conforto para sua alma, impregnada de ambição, desejo de poder, competição, individualismo, luxúria, avareza.
                A televisão é o meio de comunicação em massa que mais dissemina tais práticas. De tempos em tempos algum programa abre espaço para as previsões de algum astrólogo. Com discurso manso, espiritualizado e carismático, os tais difundem suas adivinhações cujo fundamento está firmado em satanás e em seus serviçais, os demônios, para satisfazerem o ego humano já corrompido pelo pecado. Lançam maldições sobre as vidas dessas pobres almas, destituídas da graça de Deus salvadora que habita plenamente em Jesus Cristo.
                Milhões de Reais são investidos nessa pseudociência religiosa. Nenhum astrólogo presta serviço gratuito. Para cada consulta, existe a exigência de uma quantia, sendo que o povo cego pelos ardis do diabo e pela busca de satisfação de seus vis interesses, entregam nas mãos de seus conselheiros verdadeiras fortunas que farão falta no decorrer de suas vidas. Citarei durante este ensaio algumas citações de apologistas renomados, extraídos de artigo encontrados na Bíblia de Estudo Apologética e Defesa da Fé (ICP, 2005 e CPAD, 2010).
                A astrologia é totalmente divergente da astronomia. Enquanto a primeira é uma pseudociência que mistifica os movimentos dos corpos celestes (planetas e estrelas), como se estes influenciassem a vida e conduta dos seres humanos, sem que isto tenha, de fato, comprovação cientifica. Já a astronomia é uma ciência séria – estuda, de fato, os corpos celestes, bem como o real significado destes, e suas reais influencias sobre o planeta terra, como, por exemplo, o sol e suas ações sobre a terra, a lua e sua influencia sobre as marés, os possíveis eventos que os astros e estrelas podem realizar no universo (explosões estelares, eclipses, queda de meteoros, etc.). Possivelmente a pseudociência denominada astrologia, surgiu na já extinta Babilônia, há milhares de anos atrás.
                Nabucodonosor, quando invadiu Jerusalém se valeu de usar rituais de adivinhação, como a hepatoscopia, a belomancia e a consulta a falsos deuses como exemplo do misticismo babilônico. De todos os modos, tanto a consulta a horóscopos , tanto a utilização de seus mecanismos de adivinhação são práticas evidentes de ocultismo.
“A palavra da língua portuguesa oculto se origina do latim, ocultus, que significa coisas que são esotéricas, ocultas, ou misteriosas. Para os que o praticam, o ocultismo representa a interferência com a natureza física, usando conhecimentos ocultos (gnosis) como práticas não convencionais, entre elas recitar fórmulas, fazer gestos, misturar elementos incompatíveis, etc. Os cristãos consideram profundamente malignas coisas como alquimia, astrologia, leitura do futuro por runas, cristais e bola de cristal, adivinhação, a procura de águas ou minerais subterrâneos, cartomancia ou previsão do futuro, horóscopos, I Ching, levitação, quadros espiritualistas, paganismo, leitura das palmas das mãos, o paranormal, adivinhação por pêndulo, fenômenos psíquicos, leitura de cartas de tarô, abuso ritual, satanismo, transes, sociedades secretas ou mesmo discretas, feitiçaria, espiritualismo, necromancia, bruxaria. A extensão do envolvimento do oculto é universal. A guerra espiritual está a nossa volta, e se satanás não puder nos impedir de conhecer a Cristo,  ele irá tentar nos conter, atraindo – nos ao engano. O inimigo é um enganador, mentiroso, tentador e devorador de almas humanas”. (Goss, em BEDF, 2010, CPAD).
                Na telenovela em discurso, vemos em seus personagens uma busca por conselhos de um astrólogo que através de telepatia com um tal Fergusus, aconselha os tais, baseando – se em adivinhações e premonições. Além disso, existe o uso de incenso, um elemento muito utilizado para, segundo os adeptos desses seguimentos, “harmonizar o ambiente”. Não se vê, em nenhum momento, questionamento dos personagens, nem mesmo estes buscando conselhos na Palavra de Deus ou buscando aconselhamento pastoral.
                Na verdade, isso retrata bem a condição real da alma dos brasileiros, sempre buscando resultados imediatos e benefícios para a sua vida emocional e financeira, sem se importar se essa busca o levará a um caminho de destruição espiritual, o enredando na rede da mentira do maligno. Uma rede que leva muitos até mesmo a falência financeira, haja vista que pessoas existem que não tomam nenhuma decisão sem realizar uma “consulta” com o seu guru. Segundo Goss, “frequentemente, há uma falsificação deliberada no campo lucrativo do oculto. É preciso ganhar dinheiro. Também existem informações inexatas. Quando as pessoas julgam uma teoria fascinante, elas se interessam menos pelos fatos. Além disto, existe automanipulação. Quando lhe convém, as pessoas creem no que quiserem. Há, no entanto, verdadeiro engano demoníaco”.
                Deus falou severamente sobre sua contrariedade e abominação da astrologia, deixando sem dúvida, seu sentimento contrário a esta prática ( Dt 4.19; 18. 9 – 12; Jr 8.1,2; Dn 2.2-17).
                Segundo a BEDF (CPAD, 2010), “a astrologia, na forma de adoração dos astros ou de busca de orientação deles, é condenada como idolatria. Os que confiam nos corpos celestes estão mal orientados. Isaías declarou que os astrólogos não podem salvar a si mesmos, nem aos seus clientes. A Palavra de Deus também adverte que aqueles que se envolvem nessas atividades não herdarão o Reino de Deus (conferir 1 Co 6.9,10; Gl 5.20; Ap 21.8)”.
                Em Isaías 47.13, entendemos que o povo babilônico procurava conselhos e ajuda sobre como realizar seus planos em astrólogos e prognosticadores. No entanto, os astrólogos não conseguiram sequer libertar a si próprios daquilo que estava para acontecer pela mão de Deus. (BEDF, CPAD, 2010).
                Por que confiar naquele ou naquilo que não tem poder? Eles não podem nos ajudar. Alternativas á parte de Deus estão fadadas ao insucesso. Se você deseja alguma ajuda, procure os conselhos do Senhor Jesus escrito na Bíblia. Procure Deus, que já provou seu poder na criação e na história (BEAP, CPAD, 2004).

                Não estou aqui realizando preconceito, mas te advertindo para não cair na cilada do adversário. Esse estudo também é ferramenta para novos convertidos, que estão iniciando sua caminhada com Jesus Cristo. Infelizmente, muitos cristãos nominais misturam o santo com o profano. E, além disso, ainda instruem erroneamente que não há problema em entrar no cristianismo e manter certas práticas, sob a premissa de que o Espírito Santo é quem faz a obra.
                Segundo o comentarista da BEDF (CPAD, 2010), “Deus proíbe todas as formas de artes ocultas ou encantamentos (Lv 19.26; Dt 18.9-12; Is 47.12-24)”. A reação apropriada dos realmente convertidos em discípulos do Senhor Jesus é, ao abandonarem o ocultismo, livrar-se de toda parafernália a ele relacionada. Os novos convertidos de Éfeso assim fizeram após receberem o Evangelho de Cristo. Envolvidos até então com o profundo ocultismo, ao atenderem o chamado de Cristo, lançaram fora os livros de magia (ocultismo) e os queimou, sendo que estes tinham um alto valor financeiro(50.000 peças de prata).
                É necessário que os pastores, ensinadores e mesmo os leigos da Igreja nestes últimos dias preguem sobre a necessidade de o novo convertido ter uma mente que tenha como única regra de fé a Palavra de Deus, e nosso único intercessor é o Senhor Jesus! É preciso ensinar com amor aos novos convertidos sobre a necessidade de se desprenderem de tais práticas para desse modo poderem ter verdadeiramente maior conhecimento da graça de Deus.
                Atualmente a astrologia está sendo divulgada principalmente pelos adeptos da Nova Era, que combate a Palavra de Deus e a fé em Jesus Cristo como Salvador da humanidade e verdadeiro Deus e Senhor do Universo. Essa ideias tem sido propagadas, disfarçadamente, por meio de livros de auto ajuda, palestras motivacionais, ensinos filosóficos e religiosos, programas de televisão, sites na internet e famosos.
                Dentre uma das muitas farsas ensinadas pelos adeptos da Nova Era é a de que Jesus passou parte de sua adolescência e juventude na Índia, recebendo iniciação mística de certos mestres que lá viviam. O ecumenismo também é outro ensino ideológico desse movimento, que é, na verdade, o precursor da religião mundial que irá idolatrar o anticristo como deus.
                Segundo Cabal (BEDF, CPAD, 2010), “o MNE representa um retorno ao politeísmo, ou a crença em vários deuses”. Portanto, cuidado  com novelas, filmes, programas de televisão que insistem em divulgar o esoterismo, a astrologia, a mediunidade. Você está abrindo sua alma para que as forças malignas destruam a sua vida! Entregue seu coração e seus anseios à Jesus, que é o único que verdadeiramente pode dar luz em sua vida e te guiar à eternidade com Deus!
                Cuidado com astrólogos, ilusionistas, encantadores. Não repita palavras que os mesmos mandam sua plateia repetir; não se concentre ou feche os seus olhos quando os tais assim solicitarem em suas apresentações. Clame o sangue de Jesus e repreenda mais esta investida do inimigo em nome de Jesus!
                A astrologia, necromancia e práticas divinatórias estão enraizadas no inferno. O homem deve basear saber sobre seu futuro é na Bíblia, a Palavra de Deus, Revelação Divina à humanidade. A Bíblia menciona que há dois reais “destinos” para o homem a saber: salvação eterna junto à Deus através de Jesus Cristo como único e suficiente Salvador; perdição eterna, aos que não se arrependeram e não creram em Jesus Cristo como Salvador, perdição esta já confirmada para satanás e seus demônios, os anjos caídos.
                Essa moda astrológica e ocultista é algo que já ocorreu em tempos passados. Segundo S.V. Milton (1995), “para inovar, estão tornando o velho desconhecido em novo conhecido ostensivamente o que antes ninguém sabia sobre o esoterismo. Quando alguém aprende o que não sabe, sempre é uma novidade, vindo o entusiasmo por ter aprendido o que não sabia. Ao se tornar moda, a prática passa a ser encarada como uma obrigação de estar por dentro do assunto, sob pena de ser tratado de antiquado, o que todo ser humano detesta”.
                Durante estes dias em que elaborava esse ensaio apologético, assisti, em um canal de TV da cidade de São Paulo ( TV Gazeta), um programa, exibido às 11:00 da manhã, num dia de semana, no qual a apresentadora entrevistava um especialista em amuletos. Neste programa, o tal estava portando vários amuletos, cada qual com seu significado: elefante, pentagrama e outros artigos esotéricos. Cada amuleto, segundo o entrevistado, possui, no mundo físico e espiritual, um significado e um “poder”, seja para “atrair fortuna, expulsar más vibrações e mesmo manter o ambiente harmonizado”.
                Se o ser humano não confiar no Senhor Jesus como o controlador e possuidor de todo universo, bem como sustentador deste e de tudo, jamais conseguirá encontrar segurança ou bem estar espiritual, porem, entrará num caminho que leva a destruição eterna.
                Retornando á novela em discussão, a mesma também apresenta cenas de invocação de espíritos, recitação de mantras e práticas de magias ocultas, e mais: são realizados trabalhos de encantamentos para influenciar as pessoas em seus relacionamentos. Em um episódio, o protagonista teve um encontro com seu mestre, o qual o instruiu a realizar um ritual, no qual o mestre recitava palavras num idioma diferente do nosso, sem legenda...o tal astro ficava em transe, dentro de um pentagrama, e, durante a sessão de magia, apareciam alguns símbolos do ocultismo: o olho de Hórus (olho que tudo vê), um símbolo místico herdado dos mistérios antigos do Egito e usado também pela maçonaria.
                Na primeira versão da novela em 1978, no inicio da apresentação, quando cantava-se uma música, aparecia, além das várias imagens de símbolos místicos a figura ocultista de Baphometh, o bode hermafrodita antes adorado pelos Templários, um símbolo do próprio diabo – cabeça de bode (uma tentativa de confronto com Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus); seios de mulher (sensualidade, luxúria); asas (o diabo já foi um anjo de luz, no entanto, após a queda dele e de 1/3 de anjos, tornou-se um anjo caído); uma mão apontando para cima (céu) e outra para baixo (terra), simbolizando o ocultismo e suas malignas iniciações.
                No livreto Ferramentas (créditos de Edino Mello), diz que “o esoterismo engloba crendices ligadas à alquimia, magia, pirâmides, cristais, astrologia, quiromancia, entre outros, condensados num vasto sincretismo religioso ligado ao misticismo em geral, com incursões pelo Egito, Grécia Antiga e Idade Média”.
                Concluo, deixando a seguir, um breve comentário. Esteja firme na Rocha Inabalável, que destruirá todo conselho e filosofia inútil, bem como derrotará para sempre o inimigo e suas hostes. Entregue sua vida a Jesus Cristo e abandone as vãs filosofias das antigas artes místicas.
“um grupo que não conhece sua raiz não é digno de ter um seguidor sequer, mesmo que este seja o mais vil dos homens”.
“como confiar em uma filosofia que nem mesmo possui autor?”.
               


 Autor: Wallas Saraiva

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Em breve estarei editando neste blog um ensaio apologético sobre algo que está na "moda espiritual" do povo brasileiro: a astrologia e o ilusionismo. Um ensaio em que pretendemos, além de alertar você sobre os perigos espirituais que envolvem tais práticas, também servirá de recurso apologético em discipulados e grupos de estudos bíblicos. O manuscrito já está pronto, só falta digitalizá - lo.

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O PACTO DE LAUSANNE- 1974, NA SUÍÇA


SumárioIntrodução


1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na Evangelização
8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa Evangelística
10. Evangelização e Cultura
11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo
Conclusão



Lausanne, na Suíça é o lugar em que ocorreu Congresso Internacional em 1974. Líderes cristãos de 150 países compareceram, e daí surgiu o Lausanne Committee for World Evangelization (Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial). Esse congresso também estabeleceu um pacto, este que você lê abaixo. Este pacto foi assinado por 2.300 evangélicos que se comprometeram a ir mais a fundo no compromisso com a evangelização mundial. Desde então o pacto tem sido uma referência para igrejas e missões. Eu não poderia deixar de postar sobre o Pacto de Lausanne e alguns trechos do Livro sobre o Pacto de Lausanne, que marcou a minha vida e o meu amor por Cristo e pelo Evangelho.

Introdução 

Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e dasafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.


1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia


3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo


Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.
4. A Natureza da Evangelização


Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.


5. A Responsabilidade Social Cristã


Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.


6. A Igreja e a Evangelização


Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.
7. Cooperação na Evangelização


Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.


8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização


Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.


9. Urgência da Tarefa Evangelística


Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.
10. Evangelização e Cultura


O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.


11. Educação e Liderança


Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.


12. Conflito Espiritual


Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salva guardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.
13. Liberdade e Perseguição


É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos previniu de que a perseguição é inevitável.


14. O Poder do Espírito Santo


Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.


15. O Retorno de Cristo


Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.
CONCLUSÃO


Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!



Conteúdo do Livro: Congresso Internacional de Evangelização mundial. Suíça- 1974, mais de 150 nações, 2.700 participantes líderes e 4.000 congressistas.Conflito EspiritualCremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar a sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração.
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O Congresso Internacional de Evangelização Mundial, realizado em 1974 em Lausanne, Suíça, não foi somente um evento marcante na vida de 4.000 congressistas vindos de muitos países. Ele desencadeou um movimento de evangelização de grupos humanos concretos, que antes não contavam com a presença cristã significativa, como também deu impulso a uma reflexão teológica sobre assuntos relacionados com a evangelização do mundo. Na verdade, o movimento de Lausanne é um interessante experimento de convívio entre peritos em estratégia missionária (os práticos) e peritos em teologia (os teóricos); convívio, aliás, por vezes tenso, mas frutífero e criativo.
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Entre várias reinterpretações populares hodiernas de Jesus, encontram-se Jesus o revolucionário violento, Jesus o palhaço de circo(ver godspell) E Jesus o super-astro desiludido.
Contra essas fantasias da mente humana, devemos ser fiéis ao Jesus autêntico, o Cristo bíblico e histórico.Para melhor compreensão da soberania de Cristo, faça uma análise profunda no livro( carta) de Hebreus.



Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da Salvação e condenam-se à separação eterna de Deus.

Particularmente, não podemos falar acerca de missão ou evangelização sem primeiro falarmos acerca de Deus. Pois missão e evangelização não são novidades do homem moderno, mas parte do eterno propósito de Deus.
Jesus chamou o diabo de "mentiroso e pai da mentira" ( Jo 8:44). Ele odeia a verdade e está constantemente procurando induzir o homem ao erro.
O diabo usa armas tanto morais como intelectuais. Se ele não consegue induzir a igreja em erros, tenta corrompê-la com pecado e mundanismo. A Igreja tem que está no mundo; e não o mundo estar na Igreja ( 2 Co 4:2; 17:15).
O Senhor está conosco, Mt 28:19-20; At 1:8-11.

Falsos Cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo ( Mc 13:21-23; I Jo 2:18; 4:1-3).

" O Evangelho que pregamos precisa ser rico de conteúdo." E esse conteúdo precisa ser bíblico.


[Lausanne, Suíça, 1974]


Fonte: Blog Apaixonados por Missões


www.lausanne.org/