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Graça e Paz do Senhor povo de Deus! Há mais de meses não escrevo nenhuma nota, mas diante dos fatos, necessito me manifestar. O caso em suma já está batido, e aqui não apresento tese de condenação nem de defesa, apenas uma análise leiga de um crime bárbaro cometido contra o pastor Anderson do Carmo. Bem, estimados (as) leitores (as), todos conhecem a história do casal mostrada na mídia, mas poucos conhecem como eram os acontecimentos internos e entre os familiares (mais de 55 filhos). Eu sou de uma família onde conviva-se de modo parecido com o deles e os filhos: em um terreno, várias casas de familiares, sendo que minha mãe teve 5 filhos, minha avó materna quatro, fora os netos...era um total de mais ou menos 15 pessoas no mesmo quintal, e não era fácil o convívio. Me perdoe meus familiares, mas tinha momento que parecia uma mini-favela (risos). Discussões, disse-me-disse, as famosas fofocas, inveja, ciúmes, cobiça pelas coisas alheias...sentimentos que rondavam o ambiente "lá no quintal de casa"...mas por que estou expondo minha vida até os meus 28 anos para você? O motivo, vou descrever. O que quero conjecturar é que quanto mais pessoas em um mesmo ambiente, mais propensos a ocorrências de brigas e disputas por poder e influência , bem como ciúmes sobre as relações com os líderes da família. Eu passei por isso. Por ter sido criado na casa dos avós, vira e mexe eram piadas das tias, tentativa de me jogarem contra meu avô, críticas e deboches quando eu passava por crises financeiras (fiquei desempregado dois anos que prova!)...até na minha formatura houve deboche afirmando que eu não me formaria (graças a Deus hoje fiz até pós-graduação e sou servidor público concursado). Ou seja, não é fácil conviver entre 15 no mesmo quintal, imagine dezenas de pessoas no mesmo ambiente!Não sei de fato como eles viviam juntos, mas sei que, baseado em minha experiência de 28 anos, não deveria ser fácil. A morte de Anderson do Carmo é um mistério, mas que poderia ter sido evitada. Uma das primeiras coisas que poderia tê-lo salvo deste homicídio (que desconfio se tratar de crime hediondo, dadas as proporções e brutalidade, bem como nenhuma chance de defesa) foi o fato da não-aceitação do casal no começo da relação. Como a própria parlamentar federal descreveu em entrevistas disponíveis no Youtube, ele era adolescente, e o povo da igreja não aceitou. Ele um guri (14, 16 anos)...ela, uma mãe de três filhos, com mais de 30!! Não pela diferença de idade, mas pela imaturidade dele a época, não por ser muito jovem, mas pela formação ainda em curso. Eu queria saber o que a mãe de Anderson achava da relação no começo. Pelo o que vi nos vídeos, a deputada federal Flordelis não deu muita ideia para a sogra no funeral. Vi vídeos onde a mãe de Anderson chorava copiosamente, bem como fazia declarações ao filho, já morto, no caixão, e Flordelis fazia "comício"! Isso me indignou. Aquilo não era momento para discurso de cunho político, criticando o Estado, bajulando outros políticos. Ela em nenhum momento dirige a palavra à sogra, nem mesmo a abraça. Posso estar enganado, mas a mãe , isso eu falo por mim, parecia não ter uma relação estreita com a nora. Ou a nora a ignorou por razões desconhecidas ao público.Mas voltemos às vias de fato. Eu minha percepção, tem gente escondendo muita coisa. A princípio, a demora em buscar socorro, que pra mim cheira omissão ou medo dos profissionais descobrirem algo. Em segundo, a movimentação de madrugada, tendo como personagem central o filho adotivo (o que tem envolvimento com drogas). Terceiro, o filho de Flordelis procurar "a patrulhinha" e não o SAMU ou um socorro. Se tinha veículo na residência, por que não o socorreram de imediato (vai dar desculpa de falta de CNH?). É uma história muito complicada, muitas contradições presentes, reunidas. Anderson teve o corpo perfurado pelo menos por 15 disparos (30 orifícios de 9mm), o que demonstra frieza do executor (ou executora, executores) e talvez ódio, vingança por algum acontecimento. O Rio de Janeiro, estado que amo e vivo há mais de três décadas (nasci aqui), tem muita violência, mas eu nunca esperei ver isso envolvendo ministros do Evangelho. Estamos de luto por dois motivos: a morte de Anderson e o escândalo que essa situação está trazendo ao povo de Deus.Não sei se Flordelis é culpada ou inocente,isso cabe a Deus e à Justiça brasileira. Mas que ela sabe de algo e não fala, isso sabe. Não a acuso, mas são as contradições nas entrevistas, bem como o modo como ela se comporta nas mesmas, sem olhar o entrevistador, se confundindo, tendo expressões faciais que não condizem com o discurso verbalizado. Com o perdão da palavra, mas parece que estamos diante de um caso que trará à luz outros casos omitidos em nome da religião, em nome de um "legado social", em nome do status. Uma das perguntas que eu faria à deputada seria a seguinte: por quê e para quê tantas adoções? Qual a motivação real por trás disso tudo? Eu particularmente sinto algo estranho no ar. Não culpo o diabo, culpo a ganância pelo poder, a falta de perdão do ser humano, o amor ao dinheiro e ao poder sobre os outros.Em minha sincera opinião, o crime foi construído há tempos, e executado agora. Não foi assalto coisa nenhuma, assaltantes não disparam tantos tiros (chama a atenção). Já vi latrocínio, mas com dois três tiros no máximo. Agora, quinze tiros? E a história do edredon sujo de sangue, que o reagente deu positivo para sangue? Ele estava apenas de cueca na garagem, sendo que ali convivem crianças? Em primeiro lugar, eu penso o seguinte: ou ele foi executado "dentro de casa", ou já estavam de emboscada na garagem, ou até mesmo já chegou morto e deram uns tiros para despistar dentro de casa. Esse Lucas correndo, chegando e saindo rápido de casa, bem como a afirmação da deputada sobre a culpa do mesmo...isso me intriga...parece que ele pode ter ido à casa apenas relatar que "já tá feito" e , na sequência, entregando a arma ao irmão, deu o recado que já estavam chegando. me perdoe deputada, mas não confio mais no que falas. Era um admirador deste ministério, tenho até cds em minha discoteca, mas sinceramente, enquanto esse caso não for elucidado, não ouço mais nenhuma música desta cantora.Um outro fato que está passando batido é uma pregação feita num evento (parece em Brasília, DF), onde Do Carmo, o pastor assassinado, faz uma pregação no mínimo estranha: "Muitos morreram assassinados pelo sistema, muitos o sistema vai matar"...será que era um pedido de socorro ou ele já sabia o motivo de sua futura morte? Será que isso não tem disputa política no meio? Será que, pelo fato de Anderson ser secretário de um partido, bem como por gerir a vida pública de sua esposa, não despertou ódio de algum membro da família? Não sei, mas a certeza que tenho é que em breve os culpados serão punidos, seja pelo homem, seja por Deus. Máscaras não duram muito tempo. Quando o Sol da Justiça, Jesus resolver derretê-las com o calor da verdade, elas se desmancharão.